
A Grey está registada junto do FinCEN e do FINTRAC e serve centenas de milhares de utilizadores na Nigéria, Quénia, Gana e mais de 30 países. Saiba mais.
Olayoyin Olorunmota
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September 23, 2026
•
6 min de leitura
Criámos a Grey para que pessoas e empresas consigam receber, gerir e gastar dinheiro entre países com menos complicações.
Com a Grey, pode ter moedas estrangeiras, convertê-las entre si, pagar com um cartão associado e enviar dinheiro para o estrangeiro, tudo a partir de uma única plataforma.
Mas, quando se fala de serviços financeiros, surge sempre a mesma pergunta: a Grey é confiável?
Se está a pensar usar a Grey para receber pagamentos, guardar moeda estrangeira ou gerir operações internacionais, é perfeitamente normal ter dúvidas.
Explicamos aqui como funciona a Grey e que sistemas usamos para proteger o seu dinheiro e os seus dados.
A Grey é uma empresa de tecnologia financeira, não um banco, e queremos deixar isso claro desde o início. Oferecemos contas multimoeda e infraestrutura de pagamentos. Pode ter USD, EUR e GBP, converter entre moedas, pagar com cartões e levantar fundos para a sua conta bancária local.
Enquanto prestador de serviços financeiros, operamos dentro de quadros de conformidade pensados para proteger os utilizadores e garantir a responsabilização. Entre eles:
Estes quadros são a norma no setor financeiro e são essenciais para prevenir a fraude e atividades ilícitas.
Trabalhamos também com instituições parceiras reguladas para prestar os nossos serviços.
Concebemos a Grey sobretudo para utilização online e na aplicação, por isso integrámos a segurança em cada camada da experiência.
Para abrir uma conta, tem de concluir um processo de verificação e criar credenciais de acesso seguras. Depois de ativa, a sua conta fica protegida com:
Nos bastidores, fazemos verificações de segurança e usamos sistemas de monitorização para detetar e travar atividade suspeita.
Do seu lado, pode:
Estas funcionalidades dão-lhe transparência e controlo sobre as suas finanças.
Sim, a Grey é segura para enviar dinheiro para o estrangeiro.
Para fazer uma transferência, tem primeiro de verificar a sua conta. Assim, todas as operações ficam ligadas a identidades verificadas, o que reduz o risco de fraude.
Os seus pagamentos são processados através de redes financeiras seguras e pode acompanhar cada transação na aplicação.
Se precisar de ajuda, escreva para support@grey.co com qualquer questão sobre transações ou sobre a sua conta.
O dinheiro que guarda na sua conta Grey não se mistura com os nossos fundos operacionais. Mantemo-lo em instituições parceiras reguladas, em contas segregadas.
Isto significa que:
Ao contrário dos bancos tradicionais, a Grey não usa o dinheiro dos clientes para conceder empréstimos. O nosso foco é dar-lhe acesso, movimento e controlo sobre o seu dinheiro, não emprestar os seus depósitos.
Porque tem de enviar documentos de identificação, um comprovativo de morada e, por vezes, informação adicional sobre a origem dos seus rendimentos ou a sua atividade empresarial?
A resposta é a regulamentação. Os serviços financeiros são legalmente obrigados a verificar a identidade dos seus clientes. É o chamado cumprimento KYC (Know Your Customer), pensado para prevenir o branqueamento de capitais, a fraude e outros crimes financeiros. Todos os bancos, plataformas fintech ou processadores de pagamentos legítimos têm de o fazer.
Quando lhe pedimos o documento de identificação, um comprovativo de morada ou a documentação da empresa para a Grey Business, estamos a cumprir a lei e a protegê-lo.
Concebemos a Grey Business para PME, agências, startups e equipas em crescimento que precisam de uma infraestrutura financeira de nível empresarial para as suas operações internacionais.
Assim, as finanças pessoais e as da empresa ficam claramente separadas, o que é importante para a contabilidade, o cumprimento fiscal e a credibilidade profissional.
Para uma empresa, a conformidade e a estrutura contam ainda mais do que para um particular. Está a gerir fundos da empresa, talvez com sócios, investidores ou obrigações regulatórias. Por isso, a Grey Business oferece contas em USD e USDC, pagamentos em massa em várias moedas e acesso a vários cartões virtuais em USD.
Se precisa de serviços bancários tradicionais, como empréstimos, crédito à habitação ou descobertos, não os oferecemos. O nosso foco são as contas multimoeda e os pagamentos, não a banca completa.
Se faz tudo numa única moeda e nunca lida com pagamentos internacionais, provavelmente não precisa da Grey.
Se não se sente à vontade com serviços financeiros totalmente digitais e prefere ir a um balcão, a Grey não é para si. Tudo se gere na aplicação e através do nosso apoio online 24/7.
É confiável? Sim. É segura? Sim.
A questão não deve ser se a Grey é segura em termos absolutos, mas sim se é a ferramenta certa para o que precisa. Se gere moeda estrangeira, recebe pagamentos internacionais ou tem um negócio com operações em vários países, a Grey é uma excelente escolha.
A confiança leva tempo, e isso é natural. Se prefere ir com cautela, comece devagar. Use a Grey para um único pagamento, veja como funciona e decida depois.
Abra a sua conta Grey gratuita ou conheça a Grey Business se quer gerir pagamentos internacionais com uma infraestrutura sólida por trás.

O regime do residente não habitual ainda existe em 2026? Veja as regras, quem é elegível e o que mudou com o RNH 2.0. Comece a planear a sua mudança.
Adeolu Titus Adekunle
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September 23, 2026
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6 min de leitura
Se está a ler isto, é provável que esteja de mudança para Portugal e já tenha ouvido falar do regime de benefícios fiscais para estrangeiros que podia durar até 10 anos. O regime do residente não habitual (RNH) foi criado em 2009 para atrair investidores e profissionais estrangeiros para Portugal.
No entanto, o regime original do residente não habitual fechou a novos candidatos em 2024. Ainda assim, as regras transitórias permitem que alguns recém-chegados que cumpriam certos critérios dentro de determinados prazos continuem a beneficiar dele. Um regime de substituição, o Incentivo Fiscal à Investigação Científica e Inovação (conhecido como RNH 2.0), arrancou em 2024 e continua a aceitar candidatos que trabalham em áreas elegíveis.
Este artigo explica o regime do residente não habitual em Portugal, como mudou ao longo do tempo, as regras, quem é elegível e como planear a sua mudança para Portugal.
Portugal criou o regime fiscal do residente não habitual em 2009. O objetivo era atrair profissionais qualificados, reformados e investidores, oferecendo-lhes uma tributação favorável durante um período.
O regime oferecia:
O regime tornou-se muito popular, sobretudo entre quem se mudava do Reino Unido, dos EUA, do Brasil e de França. O interesse cresceu ainda mais depois da pandemia de COVID-19, com a generalização do trabalho remoto.
Esta é a cronologia dos principais acontecimentos ligados ao regime do RNH:
Imagine que é um reformado norte-americano a mudar-se para Portugal. Com o regime original do RNH, podia receber pagamentos da Social Security, pensões e dividendos de investimentos praticamente sem tributação em Portugal durante 10 anos. Se fosse um profissional britânico a trabalhar remotamente para uma empresa do Reino Unido, podia pagar uma taxa fixa de 20 % sobre os rendimentos de fonte portuguesa, em vez da taxa progressiva normal.
No regime original do RNH, era elegível se:
O período de 10 anos era fixo e não renovável. Quando terminava, a pessoa passava a pagar as taxas normais de IRS.
O RNH original já fechou. Se não se inscreveu antes do fim do regime, já não se pode candidatar. Houve regras transitórias para dois grupos que ainda se podiam inscrever:
Para quem se muda agora para Portugal ou o fizer no futuro, é pouco provável que ainda possa beneficiar do regime do RNH. O que está em vigor é o RNH 2.0.
Portugal substituiu o regime original do RNH pelo Incentivo Fiscal à Investigação Científica e Inovação, conhecido como RNH 2.0.
Vejamos as diferenças entre o RNH original e o RNH 2.0:
| Característica | RNH original | RNH 2.0 |
|---|---|---|
| Destinatários | A maioria dos profissionais e reformados | Investigadores, cientistas e trabalhadores altamente qualificados elegíveis |
| Taxa de imposto | 20 % fixa sobre rendimentos elegíveis de fonte portuguesa | 20 % fixa sobre rendimentos elegíveis de fonte portuguesa |
| Duração | 10 anos | 10 anos |
| Rendimentos estrangeiros | Isenções amplas | Mais limitado; depende do tipo de rendimento |
| Candidaturas | Fechadas (desde janeiro de 2024) | Abertas |
| Atividades elegíveis | Leque alargado | Investigação científica, tecnologia, inovação e funções específicas de elevado valor acrescentado |
Quem pode beneficiar do RNH 2.0:
Ao contrário do RNH original, o RNH 2.0 é muito mais restritivo. A maioria dos reformados, freelancers e trabalhadores remotos não será elegível, a menos que a sua atividade se enquadre numa das categorias aprovadas.
Se acha que é elegível para o RNH 2.0, o processo geral é este. Confirme sempre os requisitos em vigor no Portal das Finanças antes de se candidatar.
Em geral, precisa de permanecer mais de 183 dias por ano em Portugal ou de ter cá uma habitação permanente.
O NIF (Número de Identificação Fiscal) é o número de contribuinte em Portugal. Vai precisar dele para quase tudo, desde abrir conta num banco a arrendar casa, assinar contratos e registar-se na Autoridade Tributária. Os não residentes podem obter o NIF num serviço de Finanças, com passaporte e um representante fiscal, mesmo antes de se mudarem.
Depois de se mudar, atualize a sua situação fiscal junto da Autoridade Tributária.
Vai precisar de documentos que mostrem que o seu trabalho é elegível para o RNH 2.0, como um contrato de trabalho, um acordo de investigação ou uma confirmação de uma instituição portuguesa.
Faça o pedido no portal online da Autoridade Tributária, com o seu NIF, o comprovativo de residência fiscal e os documentos de suporte.
A Autoridade Tributária analisa o pedido e confirma o seu estatuto. Depois de aprovado, começa a contar o período de 10 anos.
Se não for elegível para o RNH nem para o RNH 2.0, vai pagar as taxas normais de IRS. São progressivas, começam nos 13 % para rendimentos mais baixos (até cerca de 7 700 € por ano) e sobem até 48 % para rendimentos acima de 80 000 €. Quem tem rendimentos elevados pode ainda pagar uma taxa adicional de solidariedade de 2,5 % a 5 %.
Há outros impostos a ter em conta:
Muitos estrangeiros em Portugal recebem rendimentos em USD, GBP ou EUR. Se esse dinheiro chegar por transferência internacional (SWIFT) a uma conta bancária portuguesa, as comissões dos bancos correspondentes e a margem de câmbio do banco reduzem o valor que realmente chega.
Abrir uma conta multimoeda na Grey dá-lhe contas em USD, GBP e EUR para receber pagamentos dos EUA, do Reino Unido ou da Europa. Depois de partilhar os dados da conta correspondente, o pagamento segue por ACH, Faster Payments ou SEPA, consoante a moeda. Para quem envia, é como fazer uma transferência local.
Pode manter os USD ou GBP ou convertê-los para EUR a uma taxa indicada antes de confirmar, quando precisar, e levantar o dinheiro para a sua conta bancária portuguesa. Se também apoia a família noutro país, pode enviar dinheiro para Portugal com a Grey a partir do estrangeiro, com taxas transparentes.
Abra uma conta multimoeda na Grey e receba os seus rendimentos internacionais em Portugal com comissões claras, convertendo e levantando para a sua conta portuguesa sempre que quiser.
O regime original do RNH está fechado a novos candidatos. Algumas pessoas abrangidas pelas regras transitórias podem continuar a receber os benefícios. A maioria dos recém-chegados tem de se candidatar ao RNH 2.0, desde que exerça uma profissão elegível.
O RNH 2.0 destina-se a investigadores, cientistas, académicos e profissionais em funções elegíveis de tecnologia e inovação de elevado valor. Trabalhadores remotos, reformados e freelancers em geral não são elegíveis no novo regime, a menos que a sua atividade se enquadre especificamente numa categoria reconhecida de investigação ou inovação. Confirme junto da Autoridade Tributária ou de um consultor fiscal se a sua função é elegível.
Sem o RNH ou o RNH 2.0, os estrangeiros pagam as taxas progressivas normais de IRS, que vão de 14,5 % no escalão mais baixo a 48 % no mais alto. Aplica-se também uma taxa adicional de solidariedade de 2,5 % a 5 % aos rendimentos mais elevados.
O RNH original já não está disponível. Se se mudar hoje para Portugal, em geral pagará as taxas normais, a menos que seja elegível para o RNH 2.0 ou esteja abrangido pelas regras transitórias.
Sem o RNH, as prestações da Social Security dos EUA podem ser tributadas em Portugal. O tratamento exato depende das regras fiscais portuguesas e da convenção fiscal entre Portugal e os EUA, por isso vale a pena pedir aconselhamento a um especialista em fiscalidade.
Sim. A Grey disponibiliza contas em USD, GBP e EUR com dados bancários estrangeiros reais. Clientes ou entidades pagadoras de pensões nos EUA podem pagar para o seu routing number norte-americano por ACH. Quem paga a partir do Reino Unido pode usar o seu sort code britânico por Faster Payments. Quem paga a partir da Europa usa o seu IBAN por SEPA. Os pagamentos chegam sem deduções de bancos correspondentes. Converte para EUR quando precisar, a uma taxa indicada antes de confirmar.