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A moeda mais desvalorizada do mundo: as 15 de menor valor face ao dólar

Adeolu Titus Adekunle

ÍNDICE

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O valor das moedas sobe e desce a toda a hora, mas algumas estão há décadas entre as mais fracas e nada indica que isso vá mudar tão cedo. Hoje, a moeda mais desvalorizada do mundo é o rial iraniano: no mercado livre, são precisos cerca de 1 800 000 riais para comprar 1 dólar americano (a taxa oficial ronda os 42 000 riais por dólar). No entanto, às taxas oficiais, a moeda de menor valor é a libra libanesa, a 89 000 LBP por dólar. Outras moedas de valor muito baixo são o dong vietnamita, o leone da Serra Leoa, o kip laosiano e a rupia indonésia. A inflação, a estabilidade política e a balança comercial determinam o seu valor.

Ainda assim, uma taxa de câmbio fraca não significa necessariamente que a economia de um país esteja a falhar. Algumas moedas valem pouco por causa de decisões monetárias do passado ou de redenominações, e não da realidade económica atual. Por isso, vale a pena perceber o que uma moeda de baixo valor revela, e o que não revela.

Neste guia, explicamos o que torna uma divisa numa das de menor valor do mundo, porque é que as taxas de câmbio variam tanto e quais são as 15 moedas de menor valor face ao dólar americano.

O que faz de uma moeda a «de menor valor»?

Quando se fala da moeda mais desvalorizada ou mais fraca, quase sempre se fala da sua taxa de câmbio face ao dólar americano. Quanto mais unidades dessa moeda forem precisas para comprar um dólar, menor é o seu valor nominal.

Mas isso não conta a história toda. Uma moeda pode ter uma taxa de câmbio muito baixa sem que a economia do país seja particularmente fraca. O valor de uma moeda depende também da forma como foi denominada na origem, da história económica do país e do efeito da inflação ao longo do tempo.

Por exemplo, o dong vietnamita troca-se a cerca de 25 000 dongs por dólar, o que o coloca entre as moedas de menor valor do mundo pela taxa de câmbio. No entanto, o Vietname cresce a bom ritmo há décadas. A taxa de câmbio baixa resulta sobretudo da política monetária histórica, e não de um mau desempenho económico.

É por isso que os economistas avaliam as moedas sobretudo pelo seu poder de compra, ou seja, a quantidade de bens e serviços que uma quantia em moeda local compra dentro do país. Um milhão de riais iranianos compra pouco no mercado americano, mas no Irão continua a pagar bens e serviços locais. Não nos interprete mal: um valor baixo pode refletir dificuldades económicas, mas a taxa de câmbio, por si só, não mede o desempenho de uma economia.

Qual é a moeda mais desvalorizada do mundo?

A moeda mais desvalorizada do mundo pela taxa de câmbio nominal face ao dólar é o rial iraniano (IRR). Em meados de 2026, a taxa oficial ronda os 42 000 riais por dólar, enquanto no mercado livre 1 dólar vale cerca de 1 835 000 riais (183 500 tomans).

A fraqueza do rial deve-se sobretudo às sanções dos Estados Unidos e da comunidade internacional, impostas durante décadas por causa do programa nuclear iraniano, a uma inflação persistentemente elevada, ao acesso limitado à banca mundial e à impossibilidade de transacionar livremente as receitas do petróleo através do sistema financeiro internacional. Somando tudo, a moeda perdeu a grande maioria do seu valor em dólares nos últimos vinte anos.

Ranking das moedas de menor valor do mundo

Estas são as moedas com a taxa de câmbio nominal mais baixa face ao dólar americano no momento em que escrevemos. Como as taxas de câmbio mudam constantemente, os valores e a ordem podem variar.

Posição Moeda País Unidades aproximadas por USD (meados de 2026) Principal motivo do baixo valor
1 Rial iraniano (IRR) Irão ~1 800 000 Sanções internacionais, inflação elevada, acesso limitado a divisas
2 Libra libanesa (LBP) Líbano ~89 000 Colapso do sistema financeiro em 2019, inflação elevada, falência do setor bancário, forte dependência das importações, instabilidade
3 Dong vietnamita (VND) Vietname ~26 000 Denominação histórica, taxa de câmbio gerida pelo Governo
4 Leone da Serra Leoa (SLL)* Serra Leoa ~22 000 Recuperação pós-conflito, base exportadora fraca, inflação elevada
5 Kip laosiano (LAK) Laos ~22 000 Industrialização limitada, economia sem acesso ao mar, grande dependência das importações
6 Rupia indonésia (IDR) Indonésia ~18 000 Economia grande, mas com uma moeda de denominação elevada, inflação histórica
7 Som usbeque (UZS) Usbequistão ~12 000 Denominação da era soviética, convertibilidade historicamente limitada
8 Franco guineense (GNF) Guiné ~8 700 Dependência dos recursos naturais, instabilidade política, instituições frágeis
9 Guarani paraguaio (PYG) Paraguai ~6 000 Histórico de inflação regional, denominação elevada
10 Ariary malgaxe (MGA) Madagáscar ~4 300 Pobreza persistente, pouca diversificação comercial, vulnerabilidade climática
11 Riel cambojano (KHR) Camboja ~4 000 Hiperinflação histórica, uso generalizado do dólar no país
12 Xelim ugandês (UGX) Uganda ~3 700 Inflação persistente, reconstrução económica pós-conflito
13 Franco burundiano (BIF) Burundi ~2 900 Uma das economias mais pobres do mundo, inflação elevada, instabilidade política
14 Xelim tanzaniano (TZS) Tanzânia ~2 600 Inflação regional, pouca diversificação das exportações
15 Franco congolês (CDF) República Democrática do Congo ~2 200 Conflitos, instituições frágeis, extração de recursos sem um desenvolvimento alargado

Todas as taxas são aproximadas a meados de 2026 e podem mudar. Consulte a taxa atual no conversor de moeda.

  • *A Serra Leoa redenominou a sua moeda e cortou-lhe três zeros. Um novo leone (SLE) equivale legalmente a 1 000 leones antigos (SLL). A maioria das plataformas financeiras continua a mostrar os dois códigos.

Porque é que algumas moedas são tão fracas?

Uma moeda não enfraquece de um dia para o outro nem por causa de um único acontecimento passageiro. Na maioria dos casos, resulta de vários fatores económicos e políticos ao longo de muitos anos.

  • Inflação elevada: quando os preços sobem mais depressa do que noutros países, a moeda perde poder de compra e enfraquece face a divisas fortes como o dólar americano. A inflação no Irão esteve acima de 30 % durante longos períodos, e a da Venezuela chegou a ser tão grave que a moeda teve de ser redenominada várias vezes.
  • Sanções internacionais: as sanções podem limitar o acesso de um país à banca mundial, ao investimento estrangeiro e aos mercados de exportação. O Irão é um bom exemplo: as restrições ao SWIFT e às operações em dólares dificultaram muito o seu comércio internacional, o que pressiona o rial há muito tempo.
  • Instabilidade política e conflitos: guerras, agitação política e governos fracos reduzem a confiança dos investidores e levam empresas e particulares a tirar o dinheiro do país. O franco congolês, o franco burundiano e o leone da Serra Leoa foram todos afetados por anos de instabilidade.
  • Exportações fracas e défices comerciais: os países que exportam bens de baixo valor e importam produtos caros costumam gastar mais divisas do que ganham. Com o tempo, isso pressiona a moeda local em baixa.
  • Má política monetária: se um governo financia a despesa a imprimir mais dinheiro, a inflação costuma vir a seguir e reduz o valor da moeda. Os bancos centrais independentes conseguem, em geral, controlar melhor a inflação e manter a confiança na moeda.
  • Denominação histórica: algumas moedas valem pouco simplesmente por causa da denominação original. O dong vietnamita e a rupia indonésia, por exemplo, precisam de milhares de unidades para igualar um dólar, mas isso reflete tanto decisões monetárias do passado como a situação económica atual.

Como uma moeda fraca afeta quem viaja e quem recebe remessas

O valor de uma moeda não interessa só a quem vive no país, mas também a quem o visita e a quem para lá envia dinheiro.

Viajar para um país com uma moeda fraca pode sair barato para quem paga em USD, EUR ou GBP. O alojamento, a comida e os serviços são cobrados em moeda local, e com pouca divisa forte vai-se longe. As complicações surgem em economias muito dependentes do numerário, onde há poucas caixas multibanco, a moeda não é livremente convertível ou a taxa do mercado paralelo é muito diferente da oficial.

Para quem recebe dinheiro do estrangeiro

As oscilações da taxa de câmbio podem afetar muito as remessas. Mesmo que alguém envie o mesmo valor em USD, EUR ou GBP todos os meses, o montante recebido em moeda local pode variar bastante só porque a taxa de câmbio não é estável.

Nos países com inflação elevada, converter tudo de imediato para moeda local também pode reduzir o poder de compra ao longo do tempo. Nesse contexto, escolher o momento certo para converter faz toda a diferença.

É por isso que muitos emigrantes e as suas famílias preferem receber as remessas em USD, EUR ou GBP e converter apenas quando precisam, em vez de receberem em moeda local no momento da transferência. Plataformas como a Grey, que permitem ao destinatário manter um saldo em USD, GBP ou EUR, ajudam a proteger o dinheiro da desvalorização da moeda local. Pode enviar dinheiro para o estrangeiro com a Grey, com taxas transparentes e a opção de receber em moeda estrangeira em vez de converter à chegada.

Como proteger o seu dinheiro de uma moeda local fraca

Se vive num país com uma moeda fraca, ou envia dinheiro com frequência para um, há várias formas de reduzir o risco de perder valor.

  • Guarde as suas poupanças numa moeda estável: se recebe em USD, GBP ou EUR, pondere manter o dinheiro nessa moeda em vez de converter tudo de imediato. Assim protege as suas poupanças da desvalorização da moeda local.
  • Use uma conta multimoeda: as contas multimoeda permitem receber e manter divisas estrangeiras até decidir convertê-las, em vez de a conversão acontecer automaticamente quando o dinheiro chega.
  • Escolha taxas de câmbio transparentes: quando precisar de converter, use uma plataforma que mostre claramente a taxa de câmbio e as comissões à partida, em vez de esconder custos numa taxa de câmbio desfavorável.

Ao abrir uma conta em USD, EUR ou GBP com a Grey, os utilizadores de muitos países têm acesso a contas em divisas estáveis (as contas em USD são disponibilizadas através do Lead Bank). Pode receber rendimentos em USD, EUR ou GBP e mantê-los nessa moeda até estar pronto para converter, o que dá alguma proteção contra a instabilidade da moeda local. Também pode converter moeda com a Grey a uma taxa que vê antes de confirmar, com comissões de conversão entre 0 % e 1 %, com um limite de 6 USD em alguns pares de moedas.

Perguntas frequentes

Qual é a moeda mais forte do mundo?

O dinar kuwaitiano (KWD) é geralmente a moeda de maior valor do mundo pela taxa de câmbio nominal. Um dinar kuwaitiano vale mais de três dólares americanos. O dinar do Barém e o rial omanense também estão entre as moedas mais fortes.

Porque é que o rial iraniano é tão fraco?

O rial enfraqueceu devido a décadas de sanções internacionais, inflação elevada, acesso restrito à banca mundial e menos investimento estrangeiro. Em conjunto, estes fatores fizeram a moeda perder grande parte do seu valor face ao dólar americano.

Uma moeda fraca é má para a economia?

Não necessariamente. Uma moeda mais fraca torna as exportações de um país mais baratas e competitivas no estrangeiro. Mas também encarece as importações, o que pode aumentar a inflação e o custo de vida, sobretudo nos países que dependem muito de bens importados.

Posso enriquecer a comprar moedas fracas?

É possível, mas muito arriscado. As moedas enfraquecidas pela inflação, por sanções ou por instabilidade política tendem a continuar a perder valor. Negociar divisas exige conhecer bem a situação económica e envolve um risco significativo de perdas.

Com que frequência muda este ranking?

As taxas de câmbio mexem-se constantemente, mas as moedas do fundo do ranking costumam lá ficar durante anos. Por vezes, um país retira zeros à sua moeda através de uma redenominação, o que altera a taxa de câmbio nominal sem que a economia melhore necessariamente.

Posso ter dólares numa conta Grey a partir de qualquer país?

A Grey disponibiliza contas em USD, GBP e EUR a utilizadores de muitos países. A disponibilidade depende do país onde vive, por isso consulte os países suportados pela Grey para saber que contas estão disponíveis na sua região.

Abra uma conta em USD, EUR ou GBP com a Grey e guarde o seu dinheiro numa moeda estável, viva onde viver. Proteja as suas poupanças da desvalorização da moeda local a partir de hoje.

Última atualização:

September 27, 2026

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Cartão virtual PayPal: como pagar online sem cartão físico

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2 min de leitura

Pagar online mudou muito na última década. Em vez de introduzir os dados do cartão em cada site, milhões de pessoas preferem carteiras digitais que lhes permitem pagar com um único início de sessão. Para muitos, o PayPal tornou-se a opção habitual para fazer compras online, pagar a freelancers e concluir uma compra sem partilhar os dados bancários com cada comerciante.

Durante anos, o cartão virtual PayPal teve nome próprio: PayPal Key, um serviço que gerava um número de cartão digital para compras online. No entanto, o PayPal encerrou o PayPal Key em 2022, e desde então muita gente pergunta se ainda existe alguma alternativa dentro do PayPal.

Hoje o PayPal já não oferece um cartão virtual independente, mas continua a haver formas seguras de pagar sem apresentar um cartão físico. Pode pagar diretamente no checkout com o seu saldo PayPal, a conta bancária associada ou os cartões guardados, ou usar o cartão de débito PayPal, que os utilizadores elegíveis podem adicionar a uma carteira digital. Este guia explica as opções disponíveis, as suas limitações e as melhores alternativas para compras online.

O PayPal ainda tem cartão virtual?

Não. O PayPal já não oferece o PayPal Key, o seu antigo serviço de cartão virtual, que deixou de funcionar em 2022.

Durante vários anos, o PayPal Key foi uma forma prática de comprar online: gerava um número de cartão virtual associado à sua conta PayPal. Funcionava em qualquer loja online que aceitasse Mastercard, o que o tornava muito útil para subscrições, compras pontuais e comerciantes sem PayPal no checkout. Desde o encerramento em 2022, não está disponível nem para novos utilizadores nem para quem já o tinha.

Embora o cartão virtual tenha sido descontinuado, o PayPal continua a oferecer formas seguras de pagar online. Pode concluir compras com o saldo PayPal, a conta bancária associada ou os cartões de débito e crédito guardados, desde que o comerciante aceite PayPal. Nos Estados Unidos, o PayPal oferece também o cartão de débito PayPal (PayPal Debit Mastercard), que permite aos utilizadores elegíveis gastar o saldo e que pode ser adicionado a carteiras digitais compatíveis para pagamentos contactless e online. São opções flexíveis, mas não são cartões virtuais independentes como era o PayPal Key.

Como usar o PayPal para pagar online em segurança

O fim do PayPal Key não significa que o PayPal tenha deixado de ser útil para compras online. Milhões de comerciantes em todo o mundo continuam a aceitar PayPal no checkout, o que permite pagar sem partilhar diretamente os dados do cartão com cada site. Para muitas pessoas, continua a ser a forma mais simples de acrescentar uma camada extra de proteção aos pagamentos online.

Quando comprar num site que aceite PayPal, escolha PayPal no pagamento, inicie sessão na sua conta e selecione o método de pagamento. Consoante a sua conta, o pagamento pode sair do saldo PayPal, da conta bancária associada ou de um cartão de débito ou crédito guardado.

Se tiver acesso ao cartão de débito PayPal, ao pedi-lo recebe um cartão digital na app que pode usar em compras online compatíveis. Adicioná-lo ao Apple Pay, ao Google Wallet ou ao Samsung Pay dá-lhe outra forma segura de pagar em lojas físicas e online onde essas carteiras sejam aceites.

Como obter um cartão virtual PayPal em 2026

Se procura um cartão virtual PayPal, a primeira coisa a saber é que o PayPal Key já não está disponível. O PayPal encerrou o seu serviço de cartão virtual em 2022, por isso hoje não é possível aderir nem ativá-lo. Muitos artigos ainda recomendam o PayPal Key, mas esses guias estão desatualizados e não refletem os produtos atuais do PayPal.

A alternativa mais próxima é o cartão de débito PayPal, disponível para utilizadores elegíveis nos Estados Unidos. Segundo o PayPal, ao aderir recebe de imediato um cartão digital que pode usar online ou adicionar a carteiras como o Apple Pay e o Google Pay enquanto o cartão físico não chega.

Para começar, inicie sessão na sua conta PayPal e procure a secção do cartão de débito PayPal. Se for elegível, preencha o pedido e ative o cartão. Depois, poderá ver os dados do cartão na app e usá-lo onde a Mastercard for aceite. Tenha em conta que o PayPal cobra 2,5 % nas transações internacionais com este cartão.

As melhores alternativas ao cartão virtual PayPal

Como o PayPal já não oferece o PayPal Key, quem precisa de um cartão virtual tem várias alternativas fiáveis. Tanto as fintechs como os bancos tradicionais disponibilizam cartões virtuais, embora as funcionalidades, as comissões e a disponibilidade variem.

Fornecedor Tem cartão virtual? Indicado para Principal vantagem
Grey Sim Pagamentos internacionais e compras online Cartão virtual Visa ou Mastercard, consoante o seu país, com saldos em USD, GBP e EUR para gastar em todo o mundo
Wise Sim (em regiões elegíveis) Despesas internacionais Conta multidivisas com taxas de câmbio competitivas
Revolut Sim Quem viaja com frequência Cartões virtuais descartáveis e normais com controlos de despesa
Chase
Não Clientes atuais do Chase Não emite números de cartão virtual próprios; os cartões podem ser adicionados a carteiras digitais
Capital One Sim Titulares de cartões de crédito Números de cartão virtual na app e na extensão de navegador da Capital One
Citi
Alguns cartões Clientes atuais do Citi Números de conta virtuais para titulares elegíveis

Dados revistos em setembro de 2026. A melhor escolha depende da forma como vai usar o cartão virtual. Se costuma receber pagamentos internacionais antes de os gastar online, a Grey dá-lhe mais flexibilidade com saldos em moeda estrangeira.

Porque é que um cartão virtual Grey pode ser mais indicado

Escolher o cartão virtual certo depende da forma como ganha e gasta o seu dinheiro. Se os seus rendimentos vêm de clientes ou empregadores no estrangeiro, um cartão virtual Grey é muito mais do que uma forma de pagar online. É um cartão virtual Visa ou Mastercard, consoante o seu país, que gasta diretamente do seu saldo em USD, GBP ou EUR, é criado em poucos minutos na app e funciona em qualquer loja online que aceite a respetiva rede.

Por isso a Grey é especialmente útil para pagar subscrições de software, serviços na nuvem, publicidade online, reservas de viagem, plataformas de streaming e compras em comerciantes internacionais. Os pagamentos em USD não têm comissão transfronteiriça; nos comerciantes que cobram noutra moeda aplica-se uma comissão transfronteiriça de 2 % + 0,50 USD, cobrada pelo comerciante e não pela Grey. Para freelancers, trabalhadores remotos e profissionais digitais que já recebem pagamentos internacionais, a Grey junta num só lugar receber, guardar e gastar em várias moedas.

Perguntas frequentes

O que aconteceu ao PayPal Key?

O PayPal Key era o serviço de cartão virtual do PayPal que gerava um número de cartão digital para compras online. A empresa descontinuou o produto em 2022 e não voltou a lançá-lo. Hoje, os utilizadores têm de recorrer a outras opções de pagamento do PayPal ou escolher um fornecedor externo de cartões virtuais.

Posso gerar um número de cartão virtual PayPal em 2026?

Não. O PayPal já não permite gerar um número de cartão virtual independente como o do PayPal Key. Se precisar de um cartão virtual para compras online, terá de usar a alternativa de uma fintech ou de um banco que a ofereça.

O cartão de débito PayPal funciona como um cartão virtual?

Não exatamente. O cartão de débito PayPal é um cartão de débito associado ao seu saldo PayPal. Ao pedi-lo recebe uma versão digital que pode ver na app e adicionar a carteiras digitais compatíveis, mas não é o mesmo que o antigo cartão virtual PayPal Key.

Posso usar o meu saldo PayPal em qualquer loja online?

Só se o comerciante aceitar PayPal no checkout. Se um site não aceitar pagamentos PayPal, normalmente não pode usar o saldo diretamente. Nesses casos, precisa de outro método de pagamento, como um cartão de débito, um cartão de crédito ou um cartão virtual.

Qual é a melhor alternativa ao PayPal para compras online?

Depende das suas necessidades. Se quer um cartão virtual dedicado a compras internacionais, fornecedores como a Grey, a Wise e a Revolut são boas opções. Oferecem cartões virtuais pensados para pagamentos online seguros, com funcionalidades que o PayPal Key já não oferece.

Como obtenho um cartão virtual Grey?

Crie uma conta Grey, conclua a verificação necessária e tenha saldo numa moeda compatível, como USD, GBP ou EUR. Depois, crie o seu cartão virtual na app Grey: será Visa ou Mastercard, consoante o seu país, e poderá usá-lo em pagamentos online quase de imediato.

O PayPal continua a ser uma forma fiável de pagar online, mas o seu cartão virtual independente já não existe. Se precisa de um cartão virtual para compras e subscrições em todo o mundo, abra uma conta Grey ou descarregue a app e gaste diretamente do seu saldo em USD, GBP ou EUR.

Cartão virtual do Google Pay: como funciona, como usar e alternativas

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2 min de leitura

Os pagamentos sem contacto já fazem parte do dia a dia nos países onde estão disponíveis. Seja para fazer compras no supermercado, reservar voos ou comprar online, é provável que já tenha usado uma carteira digital como o Google Pay. Mas, sempre que introduz os dados do cartão num site, expõe o seu número a mais um comerciante. É aqui que entra o cartão virtual do Google Pay.

Um cartão virtual do Google Pay é uma versão tokenizada do seu cartão físico que a Google gera para compras online no Chrome, ocultando o número real do cartão. Por agora, só funciona com cartões elegíveis de alguns bancos. Para o usar, adicione o cartão ao Google Pay, ative os números de cartão virtual e escolha o preenchimento automático no pagamento.

A Google lançou esta funcionalidade em 2022 e, desde então, alargou-a a mais emissores. Neste guia, fica a saber como funciona o cartão virtual do Google Pay, que bancos o suportam, como o configurar e quando compensa mais do que usar o cartão físico online.

O que é um cartão virtual do Google Pay?

O Google Pay (através da Carteira Google) trabalha com cartões virtuais de duas formas: pode adicionar à carteira um cartão virtual de débito ou crédito que já tenha de outro emissor, ou a Carteira Google cria automaticamente um número de conta virtual seguro (um token) quando associa um cartão físico.

Um cartão virtual do Google Pay é uma versão digital do seu cartão de débito ou crédito, gerada pela Google no momento do pagamento online. Em vez de partilhar o número real com o site, a Google cria um número de cartão virtual único. O pagamento continua a sair do seu cartão real, mas o comerciante nunca vê os dados verdadeiros.

Segundo a ajuda do Google Pay, a funcionalidade assenta no preenchimento automático do Google Chrome e do Android. Quando chega ao formulário de pagamento de um site compatível, o Chrome deteta que tem um cartão virtual disponível e propõe preencher o número tokenizado.

Tudo isto funciona graças à tokenização. O número real é substituído por outro número associado à sua conta. Imagine que a plataforma onde usou o cartão sofre uma fuga de dados e o número virtual é roubado: esse número não dá acesso à sua conta bancária nem serve para pagar noutros sites.

Que bancos suportam o cartão virtual do Google Pay?

A Carteira Google está disponível em grande parte do mundo, mas o cartão virtual do Google Pay só funciona com alguns emissores. Segundo a Google, a funcionalidade só está disponível para bancos ou redes selecionados em determinados países, sobretudo nos Estados Unidos, e a lista tem crescido desde o lançamento em 2022.

Emissores compatíveis nos Estados Unidos:

  • Capital One
  • American Express (desde 2023)
  • Citi (desde 2024)
  • Outros cartões elegíveis de bancos participantes

Alguns mercados internacionais têm acesso a parte das funcionalidades de tokenização da Carteira Google, mas o número de cartão virtual para preenchimento automático no Chrome não está disponível em todo o mundo.

A Google não publica uma lista de redes nem de bancos: indica apenas que a funcionalidade depende do emissor e do tipo de cartão. Verifique o seu cartão na Carteira Google para confirmar se aceita números de cartão virtual.

Para saber se o seu banco suporta o cartão virtual do Google Pay:

  1. Abra a app Carteira Google.
  2. Adicione o seu cartão de débito ou crédito (se ainda não o fez).
  3. Procure a opção de cartão virtual ao pagar online ou nos detalhes do cartão.
  4. Em alternativa, pergunte ao seu banco: «O meu cartão aceita números de cartão virtual do Google Pay para pagamentos online?»

Se o seu cartão ou banco ainda não for compatível, mais abaixo encontra alternativas. Além disso, nem todos os gateways de pagamento aceitam números de cartão virtual do Google Pay. Nesse caso, terá de usar os dados do cartão físico.

Como usar o cartão virtual do Google Pay

Para usar esta funcionalidade, precisa do Google Chrome num computador ou num dispositivo Android e de um cartão compatível guardado na Carteira Google. Veja como usar o cartão virtual do Google Pay:

Passo 1: Adicione o cartão à Carteira Google

Abra a Carteira Google em wallet.google.com ou na app. Para adicionar o cartão, introduza os dados ou digitalize-o. É possível que o seu banco envie um código de verificação.

Passo 2: Ative os números de cartão virtual

Depois de adicionar o cartão, abra os detalhes na Carteira Google e procure a opção para ativar os números de cartão virtual. Nem todos os cartões mostram esta opção. Se não a vir, é possível que o cartão ainda não seja elegível.

Passo 3: Abra o Chrome e entre numa loja online

A funcionalidade foi pensada para o Chrome no computador e no Android. Pode não funcionar noutros browsers, como o Safari, o Firefox ou o Edge.

Passo 4: Avance para o pagamento

Quando chegar ao formulário de pagamento, o Chrome deteta o cartão guardado no Google Pay e propõe o preenchimento automático. Se houver um cartão virtual disponível, o Chrome dá-lhe a opção de usar o número virtual em vez do real.

Passo 5: Escolha o cartão virtual

Clique ou toque para usar o cartão virtual. O Chrome preenche automaticamente o número tokenizado, a data de validade e o código de segurança.

Passo 6: Conclua a compra

O comerciante processa o pagamento com o número virtual. O movimento aparece no extrato do seu cartão real como uma compra normal.

Como encontrar o número do cartão virtual do Google Pay

A Google não emite um número de cartão virtual permanente, por isso não pode copiá-lo e usá-lo noutras compras. Consoante o emissor, o número pode mudar de comerciante para comerciante, e isso faz parte do que o torna seguro.

Para ver o número, abra a Carteira Google, entre no cartão e procure a secção do cartão virtual ou do número de conta do dispositivo. Aí encontra o número tokenizado associado à sua conta nesse dispositivo ou browser. Não é o mesmo número que está impresso no cartão físico.

Segundo a Google, alguns emissores usam um único número virtual com um CVV novo para cada comerciante, e outros criam um número virtual diferente por comerciante. Assim, se os sistemas de uma loja forem comprometidos, o prejuízo fica limitado.

Em muitas compras online, o número virtual passa diretamente pelo preenchimento automático do Chrome sem que chegue a vê-lo. É intencional: o sistema oculta os dados por si, por isso não precisa de copiar um número virtual em cada compra.

Limitações do cartão virtual do Google Pay

O cartão virtual do Google Pay dá mais segurança às compras online, mas tem algumas limitações.

  • Depende do Chrome: o preenchimento automático com cartão virtual foi pensado para o Google Chrome, e não para browsers como o Safari, o Firefox ou o Microsoft Edge.
  • Suporte limitado no iPhone e no iPad: a funcionalidade foi pensada para o Chrome no computador e no Android, e a utilização no iOS é limitada.
  • Nem todos os bancos a suportam. Só pode usar o cartão virtual do Google Pay se o seu banco e o emissor do cartão forem compatíveis.
  • Disponível sobretudo nos Estados Unidos. A maioria das pessoas fora dos Estados Unidos ainda não tem acesso.
  • Pode não funcionar em todos os sites. Algumas lojas online não aceitam números de cartão virtual. Nesse caso, terá de usar os dados do cartão físico.

Alternativas ao cartão virtual do Google Pay

Se o seu banco não suporta o cartão virtual do Google Pay, ou se precisa de um cartão virtual que funcione em mais plataformas e moedas, há outras opções.

  • Cartões virtuais de bancos

Alguns bancos dos Estados Unidos emitem os seus próprios números de cartão virtual, fora do Google. Normalmente funcionam em qualquer browser, e não apenas no Chrome. Confirme com o seu banco se oferece esta opção.

  • Cartões virtuais de fintechs

Plataformas de pagamento e bancos digitais como a Grey, a Payoneer e a Wise emitem cartões virtuais Visa ou Mastercard associados a um saldo em moeda estrangeira. São independentes do seu cartão bancário habitual e servem para compras online em qualquer sítio onde a Visa ou a Mastercard sejam aceites.

O cartão virtual da Grey é um cartão Visa ou Mastercard, consoante o seu país, que pode usar com os seus saldos em USD, GBP ou EUR. Ao contrário do cartão virtual do Google Pay, funciona em qualquer browser e dispositivo. É prático para compras internacionais: os pagamentos em USD não têm taxa transfronteiriça, e nos comerciantes que cobram noutra moeda aplica-se uma taxa transfronteiriça de 2 % + 0,50 USD.

Característica Cartão virtual do Google Pay Cartão virtual da Grey
Como o obter Ativa-se na Carteira Google se o cartão for elegível Regista-se na Grey e cria o cartão na app
Browsers Preenchimento automático no Chrome e no Android Qualquer um (introduz o número no pagamento)
Disponibilidade por país Sobretudo nos Estados Unidos Países onde a Grey está disponível
Exige um cartão bancário prévio Sim Não
Várias moedas Não Sim (USD, GBP, EUR)
Funciona no iOS Limitado Sim
Taxa única de criação Nenhuma 5 USD (Visa) ou 4 USD + 1 USD de carregamento (Mastercard)
Compatível com Apple Pay e Google Pay Através do Google Pay Sim (em regiões suportadas)

Quando abre uma conta multimoeda na Grey, pode usar contas em USD, GBP ou EUR para receber e guardar pagamentos internacionais. Depois, pode criar o seu cartão virtual da Grey associado ao saldo em moeda estrangeira, adicioná-lo à Carteira Google e pagar sem contacto com o telemóvel nas regiões suportadas.

Perguntas frequentes

O Google Pay gera um cartão virtual para cada compra?

O Google Pay usa números de cartão tokenizados para proteger os dados reais do seu cartão. Consoante o banco, o número virtual pode ser exclusivo de um comerciante ou mudar ao longo do tempo, o que reduz o risco de fraude.

Em que países está disponível o cartão virtual do Google Pay?

Segundo a Google, a funcionalidade só está disponível para bancos ou redes selecionados em determinados países, sobretudo para cartões elegíveis de bancos participantes nos Estados Unidos. Noutros países, a disponibilidade ainda é limitada.

Posso usar o cartão virtual do Google Pay no Safari ou no Firefox?

Não. O preenchimento automático com cartão virtual do Google Pay funciona através do Google Chrome e do Android. Noutros browsers, como o Safari ou o Firefox, terá de introduzir os dados do cartão manualmente.

O cartão virtual do Google Pay é mais seguro do que um cartão normal?

Sim, no sentido em que o comerciante não vê o número real do cartão. Se o sistema de pagamento de uma loja for atacado, o número tokenizado roubado não serve noutros comerciantes e o número real continua protegido. Para outros tipos de fraude, mantêm-se os cuidados habituais com qualquer cartão.

Qual é a melhor alternativa ao cartão virtual do Google Pay?

Se precisa de um cartão virtual que funcione em todos os browsers e dispositivos, ou se o seu banco não suporta o cartão virtual do Google Pay, um cartão virtual de uma fintech é a opção mais flexível. O cartão virtual da Grey funciona em qualquer site e está associado a um saldo multimoeda, o que o torna útil para compras internacionais online.

Como obtenho um cartão virtual da Grey?

Crie uma conta na Grey, conclua a verificação de identidade e abra um saldo em USD, GBP ou EUR. Depois, crie o cartão virtual na secção Cartões da app. A criação tem uma taxa única: 5 USD para Visa, ou 4 USD mais 1 USD de carregamento para Mastercard, consoante o cartão disponível no seu país.

A moeda mais desvalorizada do mundo: as 15 de menor valor face ao dólar

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2 min de leitura

O valor das moedas sobe e desce a toda a hora, mas algumas estão há décadas entre as mais fracas e nada indica que isso vá mudar tão cedo. Hoje, a moeda mais desvalorizada do mundo é o rial iraniano: no mercado livre, são precisos cerca de 1 800 000 riais para comprar 1 dólar americano (a taxa oficial ronda os 42 000 riais por dólar). No entanto, às taxas oficiais, a moeda de menor valor é a libra libanesa, a 89 000 LBP por dólar. Outras moedas de valor muito baixo são o dong vietnamita, o leone da Serra Leoa, o kip laosiano e a rupia indonésia. A inflação, a estabilidade política e a balança comercial determinam o seu valor.

Ainda assim, uma taxa de câmbio fraca não significa necessariamente que a economia de um país esteja a falhar. Algumas moedas valem pouco por causa de decisões monetárias do passado ou de redenominações, e não da realidade económica atual. Por isso, vale a pena perceber o que uma moeda de baixo valor revela, e o que não revela.

Neste guia, explicamos o que torna uma divisa numa das de menor valor do mundo, porque é que as taxas de câmbio variam tanto e quais são as 15 moedas de menor valor face ao dólar americano.

O que faz de uma moeda a «de menor valor»?

Quando se fala da moeda mais desvalorizada ou mais fraca, quase sempre se fala da sua taxa de câmbio face ao dólar americano. Quanto mais unidades dessa moeda forem precisas para comprar um dólar, menor é o seu valor nominal.

Mas isso não conta a história toda. Uma moeda pode ter uma taxa de câmbio muito baixa sem que a economia do país seja particularmente fraca. O valor de uma moeda depende também da forma como foi denominada na origem, da história económica do país e do efeito da inflação ao longo do tempo.

Por exemplo, o dong vietnamita troca-se a cerca de 25 000 dongs por dólar, o que o coloca entre as moedas de menor valor do mundo pela taxa de câmbio. No entanto, o Vietname cresce a bom ritmo há décadas. A taxa de câmbio baixa resulta sobretudo da política monetária histórica, e não de um mau desempenho económico.

É por isso que os economistas avaliam as moedas sobretudo pelo seu poder de compra, ou seja, a quantidade de bens e serviços que uma quantia em moeda local compra dentro do país. Um milhão de riais iranianos compra pouco no mercado americano, mas no Irão continua a pagar bens e serviços locais. Não nos interprete mal: um valor baixo pode refletir dificuldades económicas, mas a taxa de câmbio, por si só, não mede o desempenho de uma economia.

Qual é a moeda mais desvalorizada do mundo?

A moeda mais desvalorizada do mundo pela taxa de câmbio nominal face ao dólar é o rial iraniano (IRR). Em meados de 2026, a taxa oficial ronda os 42 000 riais por dólar, enquanto no mercado livre 1 dólar vale cerca de 1 835 000 riais (183 500 tomans).

A fraqueza do rial deve-se sobretudo às sanções dos Estados Unidos e da comunidade internacional, impostas durante décadas por causa do programa nuclear iraniano, a uma inflação persistentemente elevada, ao acesso limitado à banca mundial e à impossibilidade de transacionar livremente as receitas do petróleo através do sistema financeiro internacional. Somando tudo, a moeda perdeu a grande maioria do seu valor em dólares nos últimos vinte anos.

Ranking das moedas de menor valor do mundo

Estas são as moedas com a taxa de câmbio nominal mais baixa face ao dólar americano no momento em que escrevemos. Como as taxas de câmbio mudam constantemente, os valores e a ordem podem variar.

Posição Moeda País Unidades aproximadas por USD (meados de 2026) Principal motivo do baixo valor
1 Rial iraniano (IRR) Irão ~1 800 000 Sanções internacionais, inflação elevada, acesso limitado a divisas
2 Libra libanesa (LBP) Líbano ~89 000 Colapso do sistema financeiro em 2019, inflação elevada, falência do setor bancário, forte dependência das importações, instabilidade
3 Dong vietnamita (VND) Vietname ~26 000 Denominação histórica, taxa de câmbio gerida pelo Governo
4 Leone da Serra Leoa (SLL)* Serra Leoa ~22 000 Recuperação pós-conflito, base exportadora fraca, inflação elevada
5 Kip laosiano (LAK) Laos ~22 000 Industrialização limitada, economia sem acesso ao mar, grande dependência das importações
6 Rupia indonésia (IDR) Indonésia ~18 000 Economia grande, mas com uma moeda de denominação elevada, inflação histórica
7 Som usbeque (UZS) Usbequistão ~12 000 Denominação da era soviética, convertibilidade historicamente limitada
8 Franco guineense (GNF) Guiné ~8 700 Dependência dos recursos naturais, instabilidade política, instituições frágeis
9 Guarani paraguaio (PYG) Paraguai ~6 000 Histórico de inflação regional, denominação elevada
10 Ariary malgaxe (MGA) Madagáscar ~4 300 Pobreza persistente, pouca diversificação comercial, vulnerabilidade climática
11 Riel cambojano (KHR) Camboja ~4 000 Hiperinflação histórica, uso generalizado do dólar no país
12 Xelim ugandês (UGX) Uganda ~3 700 Inflação persistente, reconstrução económica pós-conflito
13 Franco burundiano (BIF) Burundi ~2 900 Uma das economias mais pobres do mundo, inflação elevada, instabilidade política
14 Xelim tanzaniano (TZS) Tanzânia ~2 600 Inflação regional, pouca diversificação das exportações
15 Franco congolês (CDF) República Democrática do Congo ~2 200 Conflitos, instituições frágeis, extração de recursos sem um desenvolvimento alargado

Todas as taxas são aproximadas a meados de 2026 e podem mudar. Consulte a taxa atual no conversor de moeda.

  • *A Serra Leoa redenominou a sua moeda e cortou-lhe três zeros. Um novo leone (SLE) equivale legalmente a 1 000 leones antigos (SLL). A maioria das plataformas financeiras continua a mostrar os dois códigos.

Porque é que algumas moedas são tão fracas?

Uma moeda não enfraquece de um dia para o outro nem por causa de um único acontecimento passageiro. Na maioria dos casos, resulta de vários fatores económicos e políticos ao longo de muitos anos.

  • Inflação elevada: quando os preços sobem mais depressa do que noutros países, a moeda perde poder de compra e enfraquece face a divisas fortes como o dólar americano. A inflação no Irão esteve acima de 30 % durante longos períodos, e a da Venezuela chegou a ser tão grave que a moeda teve de ser redenominada várias vezes.
  • Sanções internacionais: as sanções podem limitar o acesso de um país à banca mundial, ao investimento estrangeiro e aos mercados de exportação. O Irão é um bom exemplo: as restrições ao SWIFT e às operações em dólares dificultaram muito o seu comércio internacional, o que pressiona o rial há muito tempo.
  • Instabilidade política e conflitos: guerras, agitação política e governos fracos reduzem a confiança dos investidores e levam empresas e particulares a tirar o dinheiro do país. O franco congolês, o franco burundiano e o leone da Serra Leoa foram todos afetados por anos de instabilidade.
  • Exportações fracas e défices comerciais: os países que exportam bens de baixo valor e importam produtos caros costumam gastar mais divisas do que ganham. Com o tempo, isso pressiona a moeda local em baixa.
  • Má política monetária: se um governo financia a despesa a imprimir mais dinheiro, a inflação costuma vir a seguir e reduz o valor da moeda. Os bancos centrais independentes conseguem, em geral, controlar melhor a inflação e manter a confiança na moeda.
  • Denominação histórica: algumas moedas valem pouco simplesmente por causa da denominação original. O dong vietnamita e a rupia indonésia, por exemplo, precisam de milhares de unidades para igualar um dólar, mas isso reflete tanto decisões monetárias do passado como a situação económica atual.

Como uma moeda fraca afeta quem viaja e quem recebe remessas

O valor de uma moeda não interessa só a quem vive no país, mas também a quem o visita e a quem para lá envia dinheiro.

Viajar para um país com uma moeda fraca pode sair barato para quem paga em USD, EUR ou GBP. O alojamento, a comida e os serviços são cobrados em moeda local, e com pouca divisa forte vai-se longe. As complicações surgem em economias muito dependentes do numerário, onde há poucas caixas multibanco, a moeda não é livremente convertível ou a taxa do mercado paralelo é muito diferente da oficial.

Para quem recebe dinheiro do estrangeiro

As oscilações da taxa de câmbio podem afetar muito as remessas. Mesmo que alguém envie o mesmo valor em USD, EUR ou GBP todos os meses, o montante recebido em moeda local pode variar bastante só porque a taxa de câmbio não é estável.

Nos países com inflação elevada, converter tudo de imediato para moeda local também pode reduzir o poder de compra ao longo do tempo. Nesse contexto, escolher o momento certo para converter faz toda a diferença.

É por isso que muitos emigrantes e as suas famílias preferem receber as remessas em USD, EUR ou GBP e converter apenas quando precisam, em vez de receberem em moeda local no momento da transferência. Plataformas como a Grey, que permitem ao destinatário manter um saldo em USD, GBP ou EUR, ajudam a proteger o dinheiro da desvalorização da moeda local. Pode enviar dinheiro para o estrangeiro com a Grey, com taxas transparentes e a opção de receber em moeda estrangeira em vez de converter à chegada.

Como proteger o seu dinheiro de uma moeda local fraca

Se vive num país com uma moeda fraca, ou envia dinheiro com frequência para um, há várias formas de reduzir o risco de perder valor.

  • Guarde as suas poupanças numa moeda estável: se recebe em USD, GBP ou EUR, pondere manter o dinheiro nessa moeda em vez de converter tudo de imediato. Assim protege as suas poupanças da desvalorização da moeda local.
  • Use uma conta multimoeda: as contas multimoeda permitem receber e manter divisas estrangeiras até decidir convertê-las, em vez de a conversão acontecer automaticamente quando o dinheiro chega.
  • Escolha taxas de câmbio transparentes: quando precisar de converter, use uma plataforma que mostre claramente a taxa de câmbio e as comissões à partida, em vez de esconder custos numa taxa de câmbio desfavorável.

Ao abrir uma conta em USD, EUR ou GBP com a Grey, os utilizadores de muitos países têm acesso a contas em divisas estáveis (as contas em USD são disponibilizadas através do Lead Bank). Pode receber rendimentos em USD, EUR ou GBP e mantê-los nessa moeda até estar pronto para converter, o que dá alguma proteção contra a instabilidade da moeda local. Também pode converter moeda com a Grey a uma taxa que vê antes de confirmar, com comissões de conversão entre 0 % e 1 %, com um limite de 6 USD em alguns pares de moedas.

Perguntas frequentes

Qual é a moeda mais forte do mundo?

O dinar kuwaitiano (KWD) é geralmente a moeda de maior valor do mundo pela taxa de câmbio nominal. Um dinar kuwaitiano vale mais de três dólares americanos. O dinar do Barém e o rial omanense também estão entre as moedas mais fortes.

Porque é que o rial iraniano é tão fraco?

O rial enfraqueceu devido a décadas de sanções internacionais, inflação elevada, acesso restrito à banca mundial e menos investimento estrangeiro. Em conjunto, estes fatores fizeram a moeda perder grande parte do seu valor face ao dólar americano.

Uma moeda fraca é má para a economia?

Não necessariamente. Uma moeda mais fraca torna as exportações de um país mais baratas e competitivas no estrangeiro. Mas também encarece as importações, o que pode aumentar a inflação e o custo de vida, sobretudo nos países que dependem muito de bens importados.

Posso enriquecer a comprar moedas fracas?

É possível, mas muito arriscado. As moedas enfraquecidas pela inflação, por sanções ou por instabilidade política tendem a continuar a perder valor. Negociar divisas exige conhecer bem a situação económica e envolve um risco significativo de perdas.

Com que frequência muda este ranking?

As taxas de câmbio mexem-se constantemente, mas as moedas do fundo do ranking costumam lá ficar durante anos. Por vezes, um país retira zeros à sua moeda através de uma redenominação, o que altera a taxa de câmbio nominal sem que a economia melhore necessariamente.

Posso ter dólares numa conta Grey a partir de qualquer país?

A Grey disponibiliza contas em USD, GBP e EUR a utilizadores de muitos países. A disponibilidade depende do país onde vive, por isso consulte os países suportados pela Grey para saber que contas estão disponíveis na sua região.

Abra uma conta em USD, EUR ou GBP com a Grey e guarde o seu dinheiro numa moeda estável, viva onde viver. Proteja as suas poupanças da desvalorização da moeda local a partir de hoje.

Como abrir conta bancária nos Estados Unidos sem ser residente: Chase, Wells Fargo e Bank of America

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2 min de leitura

Uma conta bancária nos Estados Unidos torna muito mais fácil gerir rendimentos internacionais. Dá-lhe uma conta em USD com dados de encaminhamento ACH que a maioria das plataformas de freelancing, sistemas de processamento salarial e clientes internacionais consegue pagar diretamente, sem custos de conversão no momento em que recebe. O problema para quem não é residente é que os grandes bancos norte-americanos foram pensados para quem vive nos EUA, e os processos para abrir conta bancária nos Estados Unidos refletem isso.

Este guia reúne os requisitos para abrir conta bancária nos Estados Unidos como não residente no Chase, no Wells Fargo e no Bank of America: o que cada banco lhe pede de facto, onde falham para quem não tem morada nos EUA e uma alternativa prática se não conseguir cumpri-los.

Num relance: que banco se adapta a cada situação

Banco É preciso ir ao balcão? Pedem morada nos EUA? Pedem SSN?
Chase Por vezes, depende dos documentos Sim, com comprovativo Não, em alguns casos aceitam um número fiscal estrangeiro
Wells Fargo Sim, sempre Sim, com comprovativo de morada nos EUA Não, um número fiscal estrangeiro pode bastar
Bank of America Sim, com marcação num balcão Sim, morada postal nos EUA e morada no estrangeiro Não, aceitam o FTIN
Grey Não, tudo online Não, sem morada nos EUA Não é pedido

A morada nos Estados Unidos é o maior obstáculo para a maioria dos não residentes. Os três grandes bancos pedem-na. Se não tiver uma, as suas opções nestes bancos são limitadas, por mais completa que esteja a restante documentação.

Chase Bank

O Chase é o maior banco dos Estados Unidos em ativos e o que tem a maior rede de balcões. Em geral, os não residentes podem abrir conta no Chase e, em alguns casos, até online, mas só se tiverem documentos emitidos nos EUA para confirmar a morada e a identidade. Se a sua morada e a sua identificação forem estrangeiras, terá de ir a um balcão.

Quem pode abrir conta

O Chase aceita não residentes com uma morada residencial válida nos EUA. Quem divide o ano entre os EUA e outro país e tem lá um imóvel costuma ser o melhor candidato. Sem morada norte-americana, o processo complica-se, porque o pedido online do Chase exige um campo de morada nos EUA que não aceita uma morada estrangeira.

Documentos necessários

  • Passaporte válido com fotografia, que é o seu documento de identificação principal.
  • Comprovativo de morada nos EUA: uma fatura de serviços, um extrato bancário ou um contrato de arrendamento em seu nome numa morada norte-americana. É aqui que a maioria dos não residentes sem imóvel no país fica pelo caminho.
  • Um número de identificação fiscal. O Chase costuma pedir um TIN norte-americano (número de Segurança Social ou ITIN), embora em alguns casos aceite um número fiscal estrangeiro. Confirme com o balcão antes de ir.

Tipos de conta disponíveis

O Chase disponibiliza contas à ordem (checking) e contas poupança para não residentes. Uma conta à ordem básica é o ponto de partida mais acessível: dá-lhe dados de encaminhamento ACH, cartão de débito e acesso ao homebanking e à app do Chase. A Chase Total Checking é a opção de entrada habitual. Segundo a página do Chase, tem uma comissão mensal de 15 USD, que não paga se receber pelo menos 500 USD em depósitos eletrónicos elegíveis, mantiver 1 500 USD ou mais no início de cada dia, tiver um saldo médio de 5 000 USD ou mais nesta conta ou em contas associadas, ou associar esta conta a uma conta à ordem elegível. Sem depósitos de salário vindos dos EUA, pagará os 15 USD até cumprir uma destas condições.

Antes de ir

Se tiver de ir a um balcão, ligue antes para confirmar que ali abrem contas a não residentes, porque nem todos conhecem bem o processo. Leve todos os documentos em original, não fotocópias.

Wells Fargo

O Wells Fargo exige uma deslocação presencial a um balcão nos EUA para qualquer abertura de conta de não residentes; não existe opção online. É o mais exigente dos três em termos logísticos, embora a documentação pedida seja muito semelhante.

Quem pode abrir conta

Os não residentes podem abrir conta no Wells Fargo, mas têm de o fazer presencialmente num balcão nos EUA. Os funcionários do banco explicam-lhe os requisitos concretos na marcação. Tal como no Chase e no Bank of America, precisa de uma morada residencial nos EUA e de um comprovativo dessa morada.

Documentos necessários

  • Passaporte válido ou documento oficial de identificação com fotografia; o passaporte é a opção preferida.
  • Comprovativo de morada nos EUA: uma fatura de serviços, um extrato bancário ou um contrato de arrendamento. Tem de ser uma morada física nos EUA, não um apartado.
  • Um número de identificação fiscal norte-americano ou o equivalente estrangeiro. Preferem um TIN dos EUA, mas aceitam alguns números fiscais estrangeiros. Confirme que número o seu país emite antes de ir.

Tipos de conta disponíveis

O Wells Fargo disponibiliza contas à ordem e contas poupança normais para não residentes. A Everyday Checking costuma ser o ponto de partida: permite depósitos diretos e inclui cartão de débito e acesso à rede de balcões e multibancos do Wells Fargo. Tem uma comissão mensal de 15 USD, que evita com um saldo diário mínimo de 1 500 USD, 500 USD ou mais em depósitos eletrónicos elegíveis, se o titular principal tiver entre 17 e 24 anos, ou com 5 000 USD ou mais em saldos de depósitos ou investimentos elegíveis. Sem depósitos de salário vindos dos EUA, o normal é pagar a comissão mensal, a menos que mantenha o saldo mínimo.

Antes de ir

O Wells Fargo é o menos transparente dos três quanto aos requisitos para não residentes. Ao contrário do Bank of America, que publica uma lista de requisitos no seu site, a informação do Wells Fargo pouco mais diz do que os funcionários o vão ajudar quando chegar. Na prática, os requisitos mudam de balcão para balcão e de funcionário para funcionário.

A consequência prática: ligue para o balcão específico antes de ir, descreva a sua situação com rigor (país de residência, tipo de visto, se tiver, e documentos que leva) e pergunte diretamente se ali abrem contas a não residentes. Se a pessoa que o atender não tiver a certeza, peça para falar com o gerente. Um funcionário mal informado pode recusá-lo mesmo que o balcão consiga abrir a conta. Como a deslocação presencial é obrigatória e a sua viagem aos EUA pode ser curta, vale a pena fazer esta chamada antes de marcar o que quer que seja.

Bank of America

O Bank of America tem um programa próprio para clientes internacionais e é, provavelmente, o mais estruturado dos três. Publica critérios de elegibilidade concretos, pede dois documentos de identificação e disponibiliza uma lista de documentos que deixa mais claro o que esperar do que nos outros bancos.

Quem pode abrir conta

Segundo a página do Bank of America para profissionais internacionais, os requisitos são:

  • Ter uma morada física onde reside.
  • Não ser cidadão dos EUA.

O programa destina-se a pessoas que não são cidadãs norte-americanas, como estudantes internacionais e profissionais que trabalham nos EUA.

Documentos necessários

O Bank of America pede dois documentos de identificação (um principal e um secundário), uma morada nos EUA e outra no estrangeiro, e um número de identificação fiscal, se o tiver.

Identificação principal (um destes):

  • Passaporte estrangeiro, com ou sem visto norte-americano
  • Cartão de residente permanente dos EUA (com fotografia)
  • Documento de autorização de trabalho (com fotografia)

Identificação secundária (um destes):

  • Carta de condução estrangeira com fotografia ou carta de condução dos EUA
  • Cartão de débito ou cartão de crédito principal com logótipo Visa ou Mastercard
  • Cartão de crédito de uma cadeia de lojas conhecida a nível nacional
  • Identificação diplomática do Departamento de Estado dos EUA
  • Cartão de eleitor mexicano (com fotografia)

Identificação fiscal:

  • Um número de identificação fiscal estrangeiro (FTIN) emitido por um país que não os EUA. O Bank of America não exige SSN para abrir conta; o SSN ou o ITIN só são indicados se já tiver um.

Comprovativo de morada

Como não residente, tem de indicar uma morada física no estrangeiro e uma morada postal nos EUA. Prepare documentos que comprovem ambas e pergunte no balcão quais aceitam.

Tipos de conta disponíveis

O Bank of America disponibiliza três opções principais para não residentes na gama Advantage Banking: SafeBalance (sem descobertos e com uma estrutura simples), Advantage Plus (mais flexível e com mais funcionalidades) e Advantage Relationship (a mais completa, com benefícios de relação). Para a maioria de quem abre a primeira conta, a SafeBalance ou a Advantage Plus são o ponto de partida mais prático. A SafeBalance tem uma comissão mensal de 4,95 USD, que não paga se mantiver um saldo diário mínimo de 500 USD, se o titular tiver menos de 25 anos ou se estiver no BofA Rewards com nível Preferred Plus ou superior. A Advantage Plus custa 12 USD por mês, que não paga com pelo menos um depósito direto de 250 USD ou mais por mês, um saldo diário mínimo de 1 500 USD ou o nível Preferred Plus ou superior do BofA Rewards. Se ainda não consegue receber depósitos diretos dos EUA, conte com um custo entre 4,95 e 12 USD por mês.

Antes de ir

Faça marcação num centro financeiro do Bank of America antes de ir. O banco tem serviços de interpretação em mais de 206 línguas, por isso a língua não é um obstáculo. Como pede dois documentos de identificação, o que é mais exigente do que no Chase e no Wells Fargo, prepare o principal e o secundário antes da visita.

Precisa de um número de Segurança Social?

Nenhum dos três bancos exige aos não residentes um número de Segurança Social (SSN), mas os três pedem algum tipo de identificação fiscal. Estas são as diferenças:

Número O que é Para quem
SSN Número de Segurança Social emitido pela Social Security Administration dos EUA Cidadãos norte-americanos e trabalhadores autorizados; na maioria dos casos indica autorização de trabalho
ITIN Número de Identificação Individual de Contribuinte emitido pelo IRS Não residentes que não podem obter um SSN mas precisam de declarar impostos nos EUA ou abrir certas contas
FTIN Número de identificação fiscal emitido pelo seu país de origem Aceite pelo Bank of America e por alguns balcões do Chase como alternativa a um TIN norte-americano

Estudantes internacionais: se estiver nos EUA com visto de estudante e trabalhar através da universidade ou de um programa de estágio, a sua universidade pode ajudá-lo a pedir o SSN. Se não tiver autorização de trabalho mas tiver rendimentos sujeitos a imposto (uma bolsa, por exemplo), talvez precise de um ITIN. Confirme a sua situação fiscal antes de ir a qualquer banco.

Como pedir um ITIN

Se precisar de um ITIN para abrir a conta, o processo funciona assim, segundo o IRS:

  • Formulário W-7. Preencha o Formulário W-7, o pedido de Individual Taxpayer Identification Number. Pode descarregá-lo gratuitamente em PDF no site do IRS e, em regra, tem de o juntar à sua declaração de impostos federal.
  • Documentos de identificação. Tem de enviar documentos originais ou cópias certificadas juntamente com o W-7. O passaporte estrangeiro é o único documento aceite sozinho; caso contrário, pode combinar outros, como um cartão de cidadão e uma certidão de nascimento estrangeira. O IRS publica a lista completa nas instruções do W-7.
  • Entrega. Envie o W-7, os documentos e a declaração aplicável para o IRS Austin Service Center, no Texas, ou entregue-os presencialmente num Taxpayer Assistance Center do IRS, num posto VITA com serviços de ITIN, junto de um Certifying Acceptance Agent ou de um Acceptance Agent. Os Certifying Acceptance Agents podem autenticar os seus documentos para que não tenha de enviar os originais pelo correio.
  • Prazo. O IRS indica que demora cerca de 7 semanas a informá-lo sobre o estado do pedido, ou 9 a 11 semanas se o fizer na época de impostos (de 15 de janeiro a 30 de abril) ou a partir do estrangeiro. Tenha isto em conta se tiver um prazo para abrir a conta.

O verdadeiro obstáculo para não residentes: a morada nos EUA

Os grandes bancos norte-americanos pedem uma morada no país a quem quer abrir conta bancária nos EUA. Este requisito existe porque as regras bancárias dos EUA obrigam os bancos a verificar a identidade dos clientes com uma morada conhecida, e uma morada estrangeira, por si só, não cumpre os seus processos de conformidade.

Na prática, abrir conta num banco tradicional é simples para quem já passa muito tempo nos EUA: estudantes internacionais com alojamento universitário, profissionais com visto de trabalho e a morada do empregador ou viajantes frequentes com imóvel no país. Para quem vive fora dos EUA e recebe em USD de clientes ou plataformas, o processo é mais difícil e muitas vezes obriga a uma viagem aos EUA só para abrir a conta.

É esta lacuna que torna uma conta Grey uma alternativa prática para muitos não residentes.

Como ter uma conta em USD sem morada nos EUA

A Grey dá-lhe uma conta em USD sem pedir morada nos EUA, TIN norte-americano nem deslocação presencial. Abre a conta online, recebe um número de conta e um número de encaminhamento ACH dos EUA e, depois de a conta ser verificada, pode começar a receber pagamentos em USD da Upwork, da Payoneer, de clientes internacionais e de sistemas de processamento salarial globais. A conta não tem comissão mensal e nunca terá de pôr os pés nos Estados Unidos. Os dados da conta em USD da Grey são disponibilizados pelo Lead Bank; a Grey é uma empresa de tecnologia financeira, não um banco.

É assim que a Grey se distingue de uma conta bancária tradicional nos EUA:

Característica Banco tradicional dos EUA (Chase/WF/BofA) Grey
Morada nos EUA Sim, obrigatória Não
Deslocação presencial Sim (WF, BofA) ou por vezes (Chase) Não, tudo online
SSN ou ITIN Muitas vezes sim, ou número fiscal estrangeiro Não
Número de encaminhamento ACH em USD Sim Sim
Saldo em USD Sim Sim
Contas em GBP e EUR Não Sim, incluídas
Cartão para pagamentos Cartão de débito (físico) Cartão virtual (Visa ou Mastercard, consoante o seu país), compatível com Apple Pay e Google Pay
Conversão para a moeda local Transferência bancária com a taxa de câmbio do banco Conversão na app com taxas de câmbio competitivas

A maior diferença está na abertura. Uma conta num banco tradicional dos EUA rende mais quando já está estabelecido no país: constrói historial de crédito, tem a proteção total de depósitos da FDIC e acede a toda a oferta financeira norte-americana. A Grey é mais adequada se ganha em USD, GBP ou EUR mas vive na Nigéria, no Gana, na Índia, no Quénia ou noutro mercado fora dos EUA: recebe, guarda e converte o seu dinheiro quando quiser, sem precisar de morada norte-americana.

Se vai avançar com um banco tradicional: dicas práticas

  • Ligue antes: confirme os documentos pedidos ligando para o balcão específico. Os requisitos podem variar entre balcões do mesmo banco, e uma viagem em vão sai cara se for aos EUA só para abrir a conta.
  • Vá a horas calmas: é mais provável conseguir abrir a conta quando o balcão está calmo. As manhãs de segunda-feira e as tardes dos dias úteis costumam ter menos espera e mais tempo para pedidos fora do habitual.
  • Leve contexto: se tiver universidade, empregador ou imóvel nos EUA, leve documentos que mostrem essa ligação ao país. Nem sempre é obrigatório, mas ajuda o funcionário a perceber o seu caso e reduz o risco de uma recusa imediata.
  • Conheça o seu número fiscal estrangeiro: os três bancos aceitam números fiscais estrangeiros, pelo menos em alguns casos. Saiba que número o seu país emite (em Portugal é o NIF, atribuído pela Autoridade Tributária e Aduaneira; no Brasil, o CPF, emitido pela Receita Federal) e leve o documento original.
  • Faça marcação antes de viajar: se for aos EUA por outros motivos e quiser aproveitar para abrir conta, marque o atendimento no balcão antes de chegar, em vez de aparecer sem aviso.

Que opção lhe convém

Se já está nos EUA ou tenciona viajar: vale a pena tentar o banco tradicional. Uma conta no Chase, no Wells Fargo ou no Bank of America dá-lhe acesso a toda a infraestrutura bancária do país, historial de crédito, proteção da FDIC, Zelle, transferências bancárias e uma relação financeira que ganha valor quanto mais tempo lá passar. O Bank of America tem o programa para não residentes mais estruturado e é, provavelmente, o ponto de partida mais claro.

Se vive fora dos EUA e recebe em USD de clientes ou plataformas internacionais: a Grey dá-lhe uma conta em USD operacional, com dados de encaminhamento ACH, sem ter de viajar para os Estados Unidos. Não é o mesmo que uma conta bancária norte-americana completa, mas para receber em USD como não residente resolve exatamente o que precisa.

Abrir conta bancária nos Estados Unidos sendo estrangeiro é mais viável do que muita gente pensa, desde que escolha a opção certa. Se procura uma forma mais simples de receber pagamentos em USD sem ir aos EUA, abra a sua conta Grey ou descarregue a app. Fica com dados de conta nos EUA para receber dinheiro de clientes, empregadores e empresas de todo o mundo.

Transferência bancária da Navy Federal: routing number e como enviar

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2 min de leitura

Uma transferência bancária (wire) é uma das formas mais rápidas de movimentar dinheiro quando o tempo conta. Seja para pagar um imóvel, uma fatura urgente, ajudar a família ou transferir um montante elevado em segurança, todos os dados têm de estar certos. Um routing number errado ou um dado bancário em falta pode atrasar o pagamento, causar stress ou até gerar taxas adicionais. Por isso, vale a pena perceber como funciona uma transferência bancária da Navy Federal antes de a fazer.

Se tem conta na Navy Federal Credit Union, saber o routing number certo é apenas o primeiro passo. Também precisa de conhecer as diferenças entre transferências nacionais e internacionais, os dados que o beneficiário lhe tem de fornecer e os custos envolvidos. Ter esta informação à mão ajuda o dinheiro a chegar sem complicações.

Neste guia encontra o routing number da Navy Federal para transferências, como enviar transferências nacionais e internacionais, os dados de que precisa antes de começar, as taxas aplicáveis e dicas práticas para que tudo corra bem à primeira.

Routing number da Navy Federal para transferências

O routing number da Navy Federal Credit Union para transferências bancárias é 256074974. É este o número a usar para enviar ou receber uma transferência nacional com a sua conta Navy Federal. Introduzi-lo corretamente é essencial, porque garante que o dinheiro chega à instituição certa e evita atrasos.

Também pode encontrá-lo como número ABA ou ABA routing number. É atribuído pela American Bankers Association (ABA) e é um código único de nove dígitos que identifica as instituições financeiras dos Estados Unidos em transferências e outras operações bancárias. Sempre que lhe pedirem o número ABA de uma conta Navy Federal, use o 256074974.

Como fazer uma transferência nacional com a Navy Federal

Fazer uma transferência nacional com a Navy Federal é simples. Antes de começar, tenha à mão os dados bancários do beneficiário para evitar erros ou atrasos.

  1. Reúna os dados do beneficiário: nome completo, número de conta, routing number do banco e nome da instituição recetora.
  2. Escolha como enviar o pedido: por mensagem segura no homebanking ou na aplicação da Navy Federal, num balcão, por telefone para o 1-888-842-6328 ou por correio.
  3. Reveja toda a informação com atenção, porque um dado errado pode atrasar ou desviar a transferência.
  4. Confirme e envie o pedido e guarde o comprovativo.

Segundo a Navy Federal, as transferências nacionais costumam demorar 1 a 2 dias úteis. Os pedidos feitos depois da hora-limite, ao fim de semana ou em feriados são normalmente processados no dia útil seguinte, e o prazo também pode variar consoante o banco recetor.

Como fazer uma transferência internacional a partir da Navy Federal

Uma transferência internacional exige mais alguns dados do que uma nacional, porque o pagamento passa pela rede bancária mundial. Antes de a enviar, confirme a informação bancária do beneficiário para evitar atrasos ou devoluções.

Vai precisar do nome completo do beneficiário, do número de conta, do nome e da morada do banco, do código SWIFT/BIC da instituição e do IBAN ou da CLABE, consoante o país. Em alguns casos, é também necessário o nome e o routing number de um banco intermediário. Peça ao beneficiário que lhe confirme os dados exatos do banco.

A Navy Federal indica que as transferências internacionais demoram 5 a 7 dias úteis, embora alguns destinos ou bancos intermediários possam alargar o prazo. Além disso, os pedidos a terceiros acima de 5 000 USD têm de ser enviados por escrito, por mensagem segura ou num balcão. A Navy Federal não publica um montante máximo para transferências internacionais normais, mas as operações de valor elevado podem ser sujeitas a verificações adicionais.

Quanto custa uma transferência bancária da Navy Federal?

Antes de enviar uma transferência, convém conhecer as taxas. A Navy Federal Credit Union cobra valores diferentes consoante envie ou receba e consoante a transferência seja nacional ou internacional. Receber é gratuito, enquanto enviar tem uma taxa fixa.

Tipo de transferênciaTaxa da Navy FederalTaxas da Grey
Receção nacional0 USD0,8 % por ACH ou FedNow (mín. 2 USD, máx. 10 USD); 20 USD por Fedwire
Envio nacional20 USDDepende do método de levantamento; é apresentada antes de confirmar
Receção internacional0 USD (o banco de origem pode cobrar)Depende do método; é apresentada antes de confirmar
Envio internacional25 USDTaxa de levantamento consoante a moeda, o método e o país, mais a taxa de conversão do par de moedas

De um modo geral, as taxas da Navy Federal são competitivas, sobretudo porque não cobra pela receção de transferências nacionais nem internacionais. Ainda assim, os pagamentos internacionais podem ficar caros quando se somam a margem cambial e os encargos dos bancos intermediários.

Limite de transferência da Navy Federal

A Navy Federal não publica um montante máximo para transferências bancárias na sua página sobre o tema. O que indica é que os pedidos a terceiros acima de 5 000 USD têm de ser enviados por escrito, por mensagem segura ou num balcão. As operações de valor elevado também podem estar sujeitas a controlos adicionais de identidade e segurança.

Se precisar de enviar um montante elevado, ligue para a Navy Federal através do 1-888-842-6328 ou dirija-se a um balcão para confirmar os requisitos antes de avançar. Outra opção é transferir os fundos por ACH para uma conta noutro banco e enviar a transferência a partir daí, se lhe for mais prático.

Porque é que a Grey é uma opção mais inteligente para transferências internacionais

A Navy Federal Credit Union oferece uma forma fiável de enviar dinheiro para o estrangeiro, mas as transferências internacionais podem sair caras quando se somam a taxa, a margem cambial e os encargos dos bancos intermediários. Algumas transferências de valor elevado exigem ainda formulários assinados ou uma ida ao balcão, o que torna o processo mais demorado. Se envia dinheiro para o estrangeiro com regularidade, uma plataforma digital de transferências pode ser mais ágil e económica.

Navy Federal Credit UnionGrey
ProcessoPode exigir formulários ou uma ida ao balcão em alguns casos100 % digital, na web ou na aplicação
Taxa de envio internacional25 USD por transferênciaSem taxa de envio à parte; a taxa de levantamento depende da moeda, do método e do país
Taxa de câmbioDefinida pela instituição; os bancos intermediários podem cobrar encargosInclui uma margem sobre a taxa de câmbio média do mercado e é apresentada antes de confirmar
Custos de conversãoMuitas vezes incluídos na taxa de câmbioConsoante o par de moedas (em alguns pares, 1 % com um máximo de 6 USD)

Para quem envia dinheiro para o estrangeiro com frequência, as transferências da Grey podem ajudar a poupar face a uma transferência bancária tradicional: vê a taxa de câmbio e todas as taxas antes de confirmar, e todo o processo é digital.

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora uma transferência bancária da Navy Federal?

Segundo a Navy Federal, as transferências nacionais costumam demorar 1 a 2 dias úteis e as internacionais, 5 a 7 dias úteis. O prazo depende do país de destino, dos bancos intermediários, dos fusos horários e de os dados do beneficiário estarem corretos.

Posso cancelar uma transferência da Navy Federal?

É possível cancelá-la se a Navy Federal ainda não a tiver processado nem libertado. Se detetar um erro ou quiser travá-la, contacte a cooperativa de imediato. Depois de concluída, é normalmente difícil ou impossível revertê-la.

O que acontece se introduzir um routing number errado?

Um routing number incorreto pode atrasar a transferência, levar à sua rejeição ou enviar o dinheiro para outra instituição. Confirme sempre os dados bancários do beneficiário antes de enviar e, se se enganar, contacte a Navy Federal de imediato.

A Navy Federal cobra para receber transferências?

Não. A Navy Federal Credit Union não cobra para receber transferências nacionais nem internacionais. No entanto, numa transferência internacional, o banco de origem ou os bancos intermediários podem descontar as suas próprias comissões antes de o dinheiro chegar à sua conta.

Posso pedir uma transferência na aplicação da Navy Federal?

Pode enviar o pedido por mensagem segura no homebanking ou na aplicação. Também o pode fazer num balcão, por telefone ou por correio. Os pedidos a terceiros acima de 5 000 USD têm de ser enviados por escrito, por mensagem segura ou num balcão.

Existe um montante mínimo para uma transferência da Navy Federal?

A Navy Federal não publica um montante mínimo para enviar uma transferência bancária. Em geral, pode enviar o valor de que precisa, desde que cumpra os requisitos de verificação e de conta exigidos pela cooperativa.

Quer envie dinheiro dentro dos Estados Unidos ou para o estrangeiro, conhecer o routing number, as taxas, os limites e os prazos da Navy Federal ajuda a evitar erros e atrasos dispendiosos. Para as transferências internacionais, se procura taxas claras e uma experiência totalmente digital, a Grey é uma boa alternativa. Abra a sua conta Grey ou descarregue a aplicação Grey para enviar dinheiro para o estrangeiro com total transparência.

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